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Como a Inteligência Artificial tem auxiliado a rotina dos professores?

Por Bianca Silva, professora e mestra em Ciências Sociais. Coordenadora de Inovação na Fundação 1Bi.


Desde o início da história da humanidade moldamos a natureza para criar tecnologias que facilitem o nosso cotidiano. Houve espanto com a chegada do cinema, dos telefones, da televisão, e mais recentemente, a internet propôs inúmeras mudanças, como nas formas que nos relacionamos. O espanto com o novo e com os desdobramentos que muitas vezes não conseguimos imaginar, é comum e faz parte dos processos de transformação social, sejam elas permeadas por mudanças tecnológicas ou não. Não seria diferente com o uso de inteligência artificial (IA), cada vez mais presente em diferentes contextos sociais e áreas do conhecimento. 


É comum que exista a dúvida sobre o que é novo, mas as mudanças provocadas pelas tecnologias dizem muito sobre o uso que fazemos dela. À medida que os professores se apropriam dessas mudanças e as utilizam para seu benefício, o que antes era medo e espanto, se torna uma ferramenta de apoio para tornar processos mais dinâmicos.


Produtos digitais, gratuitos e acessíveis emergem, e buscam contribuir com as diferentes maneiras de aprender e ensinar. Exemplo disso são as iniciativas inovadoras que já estão impactando positivamente a rotina escolar.


O AprendiZAP, ferramenta digital de aprendizagem desenvolvida pela Fundação 1Bi, apoia professores da rede pública de ensino. Com auxílio de uma Inteligência Artificial (IA) generativa e supervisão crítica de 35 educadores especialistas, o AprendiZAP criou mais de 8.000 propostas de atividades com metodologias ativas, contando com formação continuada para a equipe de professores, garantindo o contato entre o processo dinâmico que a IA possibilita, junto ao conhecimento e experiência de docentes que atuam em escolas públicas.


Na plataforma AprendiZAP, professores de todo o Brasil podem ter seu primeiro contato com o uso de IA, criando suas próprias atividades e enriquecendo seu repertório de estratégias de aprendizagem. A iniciativa foi projetada para contemplar a necessidade dos docentes em diversificar as estratégias de aprendizagem de acordo com os diferentes perfis dos estudantes. 


Os professores demonstram interesse em atuar com salas de aulas diversas, mas ainda encontram dificuldade em adaptar os materiais didáticos para atender todo o público de estudantes de maneira personalizada. Esses são alguns exemplos em que a IA se torna uma ferramenta de auxílio aos professores, possibilitando que os docentes promovam experiências de aprendizagens que dialoguem com as necessidades dos estudantes e que juntos construam processos de aprendizagem transformadores.


Uma pesquisa da Associação Nova Escola com 20 mil professores revela que quase dois terços consideram o uso da IA na sala de aula. Segundo a pesquisa, as principais finalidades consistem em elaboração de planos de aulas (47,5%), aprimorar conhecimentos específicos (46,6%), elaborar novas atividades (37,4%), adaptar aulas a necessidades específicas de alunos (25,7%) e planejar avaliações (21,5%).


Se a educação pública não tiver acesso às novas tecnologias, haverá um abismo ainda mais expressivo na educação brasileira. Nós enquanto educadores, podemos contribuir para esse processo, conforme nos apropriamos dessas mudanças, testamos e entendemos quais usos fazem sentido para a nossa prática. Com isso, adquirimos repertório para questionar e fazer parte ativa dos processos de transformação. Ao nos aproximar dessas iniciativas, nos munimos de ferramentas para preparar nossos alunos a explorarem todas as suas potencialidades e serem os grandes criadores do futuro. 




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