Fundação 1Bi leva a educação para o centro do debate climático durante a São Paulo Climate Week
- 5 de ago.
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A Fundação 1Bi promoveu, nesta terça-feira (4), durante a São Paulo Climate Week, o debate “Educação em Tempos de Crise Climática: inovação, colaboração e continuidade da aprendizagem”, reunindo especialistas para discutir um dos desafios mais urgentes da atualidade: como garantir o direito à educação diante dos impactos das mudanças climáticas.

Eventos extremos como enchentes, ondas de calor e secas prolongadas já afetam a rotina de comunidades escolares e colocam um novo desafio para a educação brasileira: como assegurar a continuidade da aprendizagem em cenários de crise?
A discussão ganhou ainda mais relevância diante de eventos recentes no país, como as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. A tragédia afetou milhares de pessoas e interrompeu a rotina de estudantes e escolas, evidenciando o papel das instituições de ensino não apenas como espaços de aprendizagem, mas também como pontos de proteção, acolhimento e reconstrução das comunidades.
Mediado por Bianca Silva, Gerente de Inovação da Fundação 1Bi, o painel reuniu diferentes perspectivas sobre os caminhos possíveis para aproximar educação e clima. As discussões reforçaram a necessidade de transformar compromissos em ações concretas, combinando políticas públicas, formação docente e estratégias adaptadas às realidades de cada território.
“A escola é crucial para a sociedade funcionar”, destacou Marcella Coelho, Conselheira da Fundação 1Bi, ao compartilhar reflexões sobre os impactos dos eventos climáticos extremos e a importância de olhar para a educação como parte essencial da resposta às crises.
Para Mateus Fernandes, da InfoPerifa, embora a educação ambiental tenha avançado na legislação brasileira, ainda existe uma distância entre a obrigatoriedade do tema e sua implementação nas escolas. Segundo ele, é necessário criar mecanismos de acompanhamento e estratégias que considerem os diferentes contextos locais para que essa agenda se torne parte efetiva da prática educacional.
O papel dos professores também esteve no centro da conversa. Mariana de Paula, do Instituto Decodifica, destacou que preparar educadores para lidar com os impactos das crises climáticas é uma etapa fundamental desse processo. Para ela, a formação docente precisa considerar não apenas os conhecimentos sobre o tema, mas também a capacidade de acolher estudantes diante de situações de vulnerabilidade, mudanças no território e impactos emocionais provocados pelos eventos extremos.
Já Mahryan Sampaio, do Instituto Perifa Sustentável, reforçou a importância de transformar a discussão sobre clima e educação em uma agenda estruturada dentro das redes de ensino. Segundo ela, estados e municípios precisam avançar na criação de planos e estratégias que integrem a pauta climática ao planejamento educacional, garantindo continuidade e coordenação das ações.
O debate reforça uma agenda que também orienta a atuação da Fundação 1Bi: utilizar tecnologias sociais como aliadas para fortalecer educadores e ampliar o acesso a recursos que apoiem a aprendizagem em diferentes contextos. Por meio do AprendiZAP, a 1Bi oferece gratuitamente a professores da rede pública conteúdos alinhados à BNCC, materiais pedagógicos e ferramentas digitais que apoiam a rotina docente.
Em um cenário em que os desafios educacionais se tornam cada vez mais complexos, enfrentar a crise climática também passa por fortalecer quem está diariamente nas escolas.
Garantir a continuidade da aprendizagem é garantir que estudantes tenham condições de construir um futuro com mais oportunidades, mesmo diante das transformações que já estão acontecendo.




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